Celebrar a diversidade é reconhecer que cada história tem valor. Com esse espírito, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), em parceria com sua Escola Superior (Esdepeal), realizou nesta sexta-feira (29) o seminário “LGBTQIAPN+: Mais do que letras, somos AmOrEs”, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.
O encontro, realizado no auditório da instituição, na Gruta de Lourdes, reuniu representantes da comunidade LGBTQIAPN+, defensores públicos, servidores e membros da sociedade civil em um espaço de diálogo sobre inclusão, direitos humanos e valorização da pluralidade. A programação contou com a apresentação artística da multiartista Suham Torres de Albuquerque, do Grupo Transhow, além de um painel mediado pela defensora pública Roberta Gisbert de Mendonça.
No painel, participaram Natasha Wonderfull da Silva, presidente da Associação Cultural de Travestis e Transexuais de Alagoas; Benan Liel de Morais Silva, coordenador em Alagoas do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades; e Everaldo Geraldo de Melo (Doté Elias), sacerdote e presidente do Hùnkpámè Ayónó Hùndésô. O público também teve a oportunidade de interagir com os convidados em um momento de perguntas e respostas, que ampliou as reflexões propostas.
Para a defensora pública Roberta Gisbert de Mendonça, o seminário reafirma o papel da instituição como instrumento de defesa dos direitos humanos. “A missão da Defensoria Pública é lutar pelas pessoas mais vulnerabilizadas e invisibilizadas, como é o caso da população LGBT. Estar presente nesse momento, como mulher lésbica no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, é uma honra e também uma conquista”, afirmou. Ela também destacou a importância do relançamento da cartilha de direitos LGBT durante o encontro.
Cartilha LGBTQIAPN+
Durante o evento, a Defensoria Pública relançou a versão digital da cartilha Diversidade e Direitos da População LGBTQIAPN+, um material que reúne informações sobre direitos e promove a educação em diversidade. O material explica os significados da sigla LGBTQIAPN+, aborda identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero, além de destacar conquistas jurídicas já reconhecidas, como o direito ao casamento, à adoção, à saúde, à educação inclusiva e à proteção contra discriminação e violência. Também orienta sobre como agir em casos de LGBTfobia, reconhecida como crime, e reforça o papel da Defensoria Pública na promoção da igualdade e no acesso à Justiça. A cartilha pode ser baixada clicando AQUI