A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) recebeu, nesta quarta-feira (4), pesquisadores e especialistas que apontam a ligação de Fernandes Lima ao episódio conhecido como “Quebra de Xangô”, ocorrido em 1912 e reconhecido como um dos mais graves casos de intolerância religiosa no Brasil. O grupo considera positiva a proposta de mudança do nome da avenida como forma de reparação histórica e reconhecimento da memória das religiões de matrizes africanas.
A reunião foi conduzida pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro Neto, e integra as discussões sobre a viabilidade de mudança do nome da Avenida Fernandes Lima, em Maceió. A iniciativa dá continuidade à audiência pública realizada em fevereiro, que reuniu autoridades e representantes de terreiros de religiões de matrizes africanas.
Durante o encontro, os pesquisadores detalharam fundamentos históricos e científicos que embasam o debate, reforçando as reivindicações apresentadas por lideranças religiosas. Também foram discutidas possíveis articulações institucionais e a adoção de medidas judiciais, caso necessário.
A Defensoria Pública informou que seguirá acompanhando o tema, promovendo novos diálogos e reunindo elementos técnicos para eventual encaminhamento jurídico.
Participaram da reunião a pesquisadora e professora aposentada da Ufal, Rachel Rocha de Almeida Barros; os professores universitários Edson José de Bezerra e Ulisses Rafael; e a mestranda da Uneal, Lívia de Souza.