Todo atendimento começa pela comunicação. E, para que ela aconteça de forma acolhedora e acessível a todos, a Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) tem investido na qualificação de seus profissionais. Como parte desse compromisso, a instituição concluiu, nesta sexta-feira (12), o primeiro Minicurso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) voltado à capacitação de servidores e estagiários das áreas de atendimento e administrativa.
A ação integra o projeto Diálogos pela Inclusão, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Central de Intérpretes de Libras de Alagoas. O projeto é acompanhado pelo Setor de Serviço Social da DPAL e surgiu a partir das atividades desenvolvidas por estagiários supervisionados da instituição.
Durante quatro semanas, 16 participantes tiveram acesso a conteúdos introdutórios da Língua Brasileira de Sinais (Libras), aprendendo noções básicas de comunicação que contribuirão para um atendimento mais inclusivo às pessoas surdas que buscam os serviços da Defensoria Pública.
Para a servidora Eloisa Oliveira, o minicurso proporcionou aprendizados que impactaram tanto sua trajetória profissional quanto sua formação pessoal.
“Foi uma experiência muito enriquecedora. Muitos dos nossos assistidos possuem necessidades específicas, e devemos sempre buscar assegurar a acessibilidade para que seus direitos sejam garantidos de forma mais efetiva, célere e direta, sem a necessidade de intermediários”, afirmou.
Para a assistente social da DPAL, Priscila Araújo, a iniciativa representa um avanço importante na construção de uma instituição mais preparada para acolher as diferentes necessidades dos assistidos.
“A acessibilidade é um elemento fundamental para garantir que todos os cidadãos sejam atendidos com dignidade e respeito. Capacitar servidores em Libras significa ampliar as possibilidades de comunicação com a comunidade surda, proporcionando um atendimento mais eficiente, acolhedor e humanizado”, destacou.
Responsável pela condução das aulas, o professor Matheus Victor Santos ressaltou a importância de ampliar o conhecimento sobre Libras entre os servidores públicos, especialmente aqueles que atuam diretamente no atendimento ao cidadão.
“Quando os servidores possuem conhecimentos básicos de Libras, conseguem estabelecer uma comunicação mais direta com as pessoas surdas, tornando o atendimento mais acessível e acolhedor. Essa formação contribui para a inclusão e fortalece o compromisso das instituições públicas com a garantia de direitos e o respeito à diversidade”, ressaltou.
A realização do minicurso integra as ações da Defensoria Pública voltadas à promoção da acessibilidade comunicacional e à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência. A expectativa é que novas turmas sejam ofertadas futuramente, ampliando o número de profissionais capacitados e fortalecendo a cultura da inclusão dentro da instituição.





