“Nossos filhos sempre serão nossos filhos. Um pai presente é aquele que está próximo e faz de tudo pelos seus filhos, independentemente do que possa acontecer. Pai sempre será pai, eternamente.” O pensamento de Gustavo de Assis traduz o espírito e o propósito do mutirão Meu Pai Tem Nome, realizado pela Defensoria Pública de Alagoas (DPAL), nesta sexta-feira (14), na Unima/Afya, em Maceió. A iniciativa busca fortalecer a paternidade responsável e os vínculos familiares.
Gustavo participou da ação ao lado da ex-esposa, Maria Sabina Rodrigues. Separados há dois anos, após sete anos de casamento, os dois são pais de duas crianças, de 4 e 5 anos, e aproveitaram o mutirão para formalizar acordos relacionados ao divórcio, à pensão alimentícia, à guarda e à convivência com os filhos.
Para Maria, o momento também representa uma nova forma de construir a relação entre os dois. “Esse mutirão foi muito bom. Em poucos minutos, conseguimos resolver tudo, tudo documentado e sem nenhum empecilho. O atendimento e o acolhimento foram ótimos, não ficaram dúvidas. Nossa união como casal não deu certo, mas agora temos nossa união como pais, e é isso que vai nos unir daqui para frente”, afirmou.
Segundo a subdefensora pública-geral, Thaís Moreira, a iniciativa vai além da resolução de processos. “A paternidade responsável vai muito além do nome na certidão. É cuidado, presença, convivência e responsabilidade. O mutirão reuniu diferentes serviços para facilitar o acesso da população à Justiça e à cidadania”, afirmou.
Durante a ação, foram realizados atendimentos e formalizados acordos relacionados à paternidade, pensão alimentícia, divórcio, guarda e regulamentação da convivência, além da coleta de material para exames de DNA. Também foram realizadas audiências de conciliação e julgamentos de processos aptos, bem como serviços de cidadania, como emissão de certidões, inscrição e atualização no Cadastro Único, além de orientações sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o CRIA, a Carteira da Pessoa Idosa e a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).
A ação contou com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJAL), da Unima/Afya, da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Alagoas (Arpen/AL) e do Cadastro Único (CadÚnico).
O projeto Meu Pai Tem Nome é uma iniciativa nacional das defensorias públicas voltada ao reconhecimento de paternidade. Em Alagoas, a proposta foi ampliada para reunir, em um mesmo espaço, serviços jurídicos e de cidadania, aproximando a Justiça das famílias e contribuindo para a construção de novos caminhos para pais, mães e filhos.












