Defensoria Pública garante validade de acordo de não persecução penal após cancelamento sem aviso

Uma cidadã de Maceió conseguiu manter seu acordo de não persecução penal (ANPP), que prevê penas alternativas à prisão, mesmo depois de ele ter sido cancelado pela Justiça sem avisar a representação jurídica. A defesa foi possível graças a um recurso da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), que mostrou que o ato que cancelou o ANPP foi nulo.

Agora, ela deverá cumprir as condições combinadas no acordo, como prestar mais de 380 horas de serviços à comunidade em 12 meses, pagar multa e renunciar aos bens que foram apreendidos.

A defensora pública Marta Oliveira Lopes acionou a 16ª Vara Criminal da Capital com um agravo em execução. O juiz explicou que o ANPP não é garantido automaticamente e depende da avaliação do Ministério Público, mas que todas as garantias do processo precisam ser respeitadas. Como a mulher não foi informada sobre o cancelamento, a decisão anterior foi modificada.

A Defensoria Pública destaca que o caso mostra a importância de medidas alternativas à prisão e da proteção dos direitos. “Essa decisão assegura que os procedimentos sejam seguidos corretamente e que as penas alternativas possam ser usadas como instrumentos de justiça”, disse a defensora.

Defensoria Pública abre edital para a Guarda nos municípios de Penedo, Coruripe e Palmeira dos Índios

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) publicou, nesta sexta-feira (05), novo edital de chamamento público para credenciamento de Policiais Militares da Reserva Remunerada interessados em compor a Guarda de segurança da instituição. Desta vez, a seleção é voltada para atuação exclusivamente nas unidades da Defensoria em Penedo, Coruripe e Palmeira dos Índios.

Conforme o edital, poderão se inscrever cidadãos da reserva da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) que residam no município onde desejam atuar e estejam em plenas condições de saúde, comprovadas por inspeção médica, avaliação psicológica e teste de aptidão física, a serem realizados pela PMAL. 

Os interessados poderão se inscrever até o próximo dia 22 de setembro. O edital completo e lista da documentação necessária para inscrição podem ser consultados no site www.defensoria.al.def.br, na aba Imprensa, seção Publicações.

Criada em maio deste ano por meio de convênio com a Polícia Militar de Alagoas, a Guarda da Defensoria Pública atua no reforço da segurança patrimonial e institucional da DPE/AL, contribuindo para a proteção dos espaços onde se concretiza o acesso à justiça.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (82) 3315-2785, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

Defensoria Pública de Alagoas recebe vice-cônsul da Argentina

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) recebeu, nesta quinta-feira (04), a vice-cônsul da Argentina, Lucila Caviglia, em uma visita de cortesia e agradecimento pelos serviços prestados à comunidade argentina no estado. A reunião teve como foco o trabalho do Núcleo de Causas Atípicas, que tem prestado assistência em casos de documentação, auxílio para retorno ao país e translado de corpos de cidadãos argentinos.

Lucila Caviglia foi recebida pelo defensor público-geral, Fabrício Leão Souto. Também participaram do encontro o defensor público do Núcleo de Causas Atípicas, Fernando Rebouças de Oliveira; a chefe de Gabinete, Andresa Wanderley Gusmão; e a assessora de governança da Defensoria, Rhafaella Karlla Silva.

O defensor público-geral destacou a relevância da aproximação entre as instituições e reforçou o papel humanitário da Defensoria Pública.
“Receber a vice-cônsul da Argentina reforça a cooperação entre nossas instituições e reafirma o compromisso da Defensoria Pública com a proteção dos direitos humanos e a assistência a quem precisa, independentemente da nacionalidade”, afirmou Fabrício Leão Souto.

A vice-cônsul pontuou a importância da aproximação, reforçando a possibilidade de parcerias futuras.
“Foi uma oportunidade de conhecer melhor o trabalho da instituição e discutir como essa parceria pode se fortalecer, garantindo um atendimento mais efetivo aos argentinos que vivem ou visitam o estado. Compartilhamos o compromisso da Defensoria com a defesa dos direitos humanos e a assistência a todos que necessitam, sem distinção de nacionalidade”, destacou.

 

Defensoria assegura medicamento vital a moradora de Santana do Ipanema

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) garantiu que uma moradora de Santana do Ipanema, diagnosticada com Miocardiopatia Isquêmica, tenha acesso ao medicamento essencial para o controle da doença. Apesar de já existir decisão judicial determinando o fornecimento do remédio Natrilix pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a paciente seguia sem receber o tratamento, colocando sua saúde em risco.

Além do descumprimento da ordem judicial, a Justiça de primeiro grau havia imposto à cidadã a obrigação de apresentar orçamentos com base no Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG), valor de referência aplicado exclusivamente em compras públicas de medicamentos.

Segundo a defensora pública Roberta Gisbert de Mendonça, essa exigência representa um ônus indevido. “Não cabe ao cidadão, que já sofre com a falta de tratamento, a obrigação de encontrar fornecedores que pratiquem preços destinados apenas a órgãos públicos”, destacou.

Diante da situação, a Defensoria solicitou o bloqueio imediato de valores das contas do Estado, dispensando a exigência do PMVG e permitindo a compra do medicamento com base no menor orçamento disponível. O pedido foi acatado pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que determinou a reserva da quantia necessária para custear o remédio.

Para a defensora pública, a decisão reafirma o compromisso da instituição com a garantia dos direitos fundamentais. “Estamos falando de um medicamento essencial para a vida e o bem-estar de uma cidadã que luta diariamente contra uma doença cardíaca. Essa conquista mostra que o direito à saúde deve ser efetivado sem impor obstáculos injustos, especialmente em situações de urgência”, concluiu.

Foto: Thony Nunes/Ascom Semed

Defensoria e MPE acionam a Justiça para garantir a criação do Conselho Municipal de Políticas Culturais em Maceió

O acesso à cultura é um direito fundamental e deve ser assegurado por políticas públicas inclusivas e participativas. Com esse objetivo, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ingressaram com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Maceió, cobrando a criação e o funcionamento efetivo do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Na ação, as instituições solicitam tutela de urgência para que o Município crie, implemente e garanta o funcionamento adequado do Conselho em até 90 dias, sob pena de multa diária e impedimento de realizar novas festividades culturais. Além disso, pedem a condenação do Município ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, que devem ser revertidos ao Fundo Estadual de Cultura, garantindo que os recursos beneficiem diretamente projetos e editais de fomento à cultura local.

Segundo as instituições, a ausência do Conselho compromete o acesso da população às políticas culturais e dificulta o uso transparente e eficiente dos recursos públicos destinados à área. Sem o Conselho, artistas, produtores culturais e cidadãos em geral ficam sem espaço de participação nas decisões que afetam diretamente o setor. “A falta do Conselho, além de ser flagrante desrespeito à Constituição Federal, à legislação nacional e às diretrizes de gestão cultural, acarreta incontáveis prejuízos concretos”, destacam na ação.

A Defensoria Pública e o Ministério Público ressaltam ainda que, embora Maceió já tenha recebido verbas significativas e promovido grandes eventos culturais, o Conselho ainda não foi estruturado, o que seria um passo essencial para garantir uma gestão cultural democrática.

O processo é assinado pelos defensores públicos Isaac Vinícius Costa Souto e Ricardo Antunes Melro, além da promotora de Justiça Alexandra Beurlen.