Arapiraca: Defensoria Pública abre seleção para estágio em Direito

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) lançou um novo edital para seleção de estagiários de Direito no município de Arapiraca. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de novembro, por meio da plataforma concursos.defensoria.al.def.br.

A seleção será realizada por meio de prova de conhecimentos específicos, aplicada no dia 23 de novembro, na Faculdade CESMAC do Agreste.

Podem participar estudantes que estejam entre o 5º e o 8º período do curso de Direito. As convocações ocorrerão ao longo do prazo de validade da seleção, que é de um ano.

O estágio será presencial, com carga horária de 30 horas semanais, distribuídas nos turnos das 8h às 14h ou das 12h às 18h. A bolsa de complementação educacional corresponde a um salário mínimo, acrescido de auxílio-transporte.

NOTA DE REPÚDIO

NOTA DE REPÚDIO

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) manifesta seu mais veemente repúdio aos ataques, ameaças e discursos de ódio recentemente direcionados ao Povo Xukuru-Kariri, no município de Palmeira dos Índios.

Tais condutas são inadmissíveis em um Estado Democrático de Direito e configuram grave violação aos princípios da dignidade humana, da paz social e do respeito aos povos originários, assegurados pela Constituição Federal e por tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

A Defensoria Pública denuncia e condena a propagação de ameaças, incitação à violência e disseminação de desinformação, que buscam gerar medo e tensionar ainda mais uma situação já sensível. Nenhuma divergência ou disputa territorial pode justificar discursos de ódio, intimidação ou a tentativa de silenciar grupos historicamente vulnerabilizados.

A instituição reafirma que a demarcação da Terra Indígena Xukuru-Kariri é um procedimento legal e de competência da União, acompanhado por órgãos federais e estaduais, bem como pela própria Defensoria Pública, que atua para garantir transparência, segurança e respeito aos direitos de todos os envolvidos, sejam indígenas ou não indígenas.

A DPE/AL seguirá atuando com firmeza, independência e base na Constituição, para assegurar a proteção da vida e o combate a toda forma de intolerância e violência.

Por fim, conclamamos a sociedade alagoana a rejeitar discursos discriminatórios e atos de hostilidade, e a buscar informações em fontes oficiais e confiáveis, reafirmando o compromisso coletivo com a verdade, a paz e o respeito mútuo entre todos os cidadãos.

Defensoria Pública do Estado de Alagoas

Aviso de Licitação: Pregão Eletrônico n° 90036/2025 - Confecção de coletes de identificação

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS


AVISO DE REABERTURA DE SESSÃO DE LICITAÇÃO

 

A DPE/AL (UASG: 457697) torna pública a realização da reabertura da sessão do Pregão Eletrônico n° 90036/2025, que tem como objeto a confecção de coletes de identificação para os colaboradores, a ser realizada no dia 31 de outubro de 2025 às 09:00 horas.


O edital pode ser retirado gratuitamente no sítio https://www.gov.br/compras/pt-br, maiores informações através do e-mail
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Maceió, 29 de outubro de 2025.


Meliana Moreira Martin
Pregoeira

Defensoria Pública aciona Verde Alagoas e exige transparência nas metas e indicadores de desempenho

Ação civil pública cobra divulgação dos mapas de esgotamento e de abastecimento de água, além dos relatórios de desempenho em 22 municípios da Região Norte de Alagoas

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ingressou, nesta quarta-feira (29), com uma ação civil pública contra a concessionária Verde Alagoas, responsável pelos serviços de saneamento básico na Região Norte e em municípios do entorno. A instituição cobra a divulgação dos mapas de esgotamento sanitário e da rede distribuidora de água, além dos relatórios e indicadores de desempenho previstos no contrato de concessão, que deveriam ser apresentados desde 2022.

O objetivo da ação é assegurar transparência e fiscalização pública sobre as metas assumidas pela empresa, que atua em 22 municípios do Bloco C da concessão: Anadia, Branquinha, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Ibateguara, Jacuípe, Japaratinga, Joaquim Gomes, Jundiá, Mar Vermelho, Maragogi, Maribondo, Matriz de Camaragibe, Novo Lino, Passo de Camaragibe, Paulo Jacinto, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres e Tanque d’Arca.

O Contrato de Concessão, assinado em março de 2022, estabelece que a empresa deve cumprir metas anuais e progressivas para alcançar até 2033 a universalização do saneamento: 99% da população com acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto, conforme o Marco Legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.026/2020). No terceiro ano de concessão, as metas são de 41,2% para o esgotamento sanitário e 93,4% para a distribuição de água.

A Defensoria pede ainda que a Verde Alagoas publique o Indicador Geral de Desempenho (IGD), que mede a qualidade global dos serviços prestados e influencia diretamente o cálculo das tarifas. Segundo os defensores públicos, a ausência dessas informações prejudica o controle social e impede que a população saiba se está pagando por um serviço realmente prestado.

A ação foi assinada pelos defensores públicos Adaunir Fiel, Amanda Mineiro, Carina de Oliveira Soares, Lívia Risso, Manoel Correia e Thiago Garcia,  juntamente com o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro Neto, e solicita multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

A Defensoria destacou ainda que já propôs ação semelhante contra a BRK Ambiental, responsável pelos serviços do Bloco A da concessão, que abrange a Região Metropolitana de Maceió. Nesse caso, a Justiça já deferiu liminar favorável à transparência e à divulgação das metas de desempenho das empresas.

Com atuação da Defensoria, quilombolas de Arapiraca conquistam o direito à água

Decisão judicial obtida pela DPE/AL suspende tarifas e determina abastecimento regular para famílias da Comunidade Carrasco, após décadas de descaso.

 

A luta dos moradores da Comunidade Quilombola Carrasco, na zona rural de Arapiraca, por acesso à água potável ganhou um novo capítulo de esperança. Após ação da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), a Justiça determinou a suspensão das cobranças de tarifas de consumo e o abastecimento emergencial da região, beneficiando cerca de 350 famílias.

A decisão foi proferida nesta semana em resposta à Ação Civil Pública ajuizada pela defensora pública Brígida Barbosa, do Núcleo de Proteção Coletiva em Arapiraca, contra a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). A medida obriga a empresa a garantir o fornecimento de água potável por meio de caminhões-pipa ao menos três vezes por semana, sob pena de multa de R$ 5 mil por semana em caso de descumprimento.

Além disso, a Casal deverá apresentar, em até 20 dias, um plano de contingência com o cronograma detalhado das ações emergenciais para restabelecer o abastecimento contínuo e regular.

Segundo a defensora Brígida Barbosa, o problema se arrasta há décadas. “Eles se viravam como podiam, e ainda assim era comum pagarem por caminhões-pipa que só chegavam após 90 dias do pedido”, relatou.

Para ela, a decisão representa uma vitória da dignidade humana. “A água é um direito básico, e o que vimos foi uma comunidade inteira sendo penalizada por um serviço que nunca existiu. Essa decisão é um passo importante para garantir que essas famílias vivam com o mínimo de respeito e justiça”, destacou.