Morador de Piranhas obtém prótese biônica após atuação da Defensoria Pública

Um morador de Piranhas, no Sertão de Alagoas, conquistou na Justiça o direito de receber uma prótese biônica para o braço esquerdo, após ação ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL). O equipamento, avaliado em cerca de R$270 mil reais, foi prescrito por médicos que acompanham seu tratamento e representa a chance de retomar atividades do dia a dia com mais autonomia, após a amputação traumática sofrida em um acidente.

Antes de recorrer à Justiça, o cidadão buscou o fornecimento da prótese pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não obteve sucesso, já que o modelo indicado não é disponibilizado pela rede pública. A Defensoria, então, ingressou com ação judicial contra o Estado de Alagoas demonstrando a urgência do pedido e a impossibilidade financeira do paciente de arcar com o custo da prótese.

Na ação, o defensor público José Genival dos Santos Júnior destacou que a falta de previsão em listas do SUS não pode impedir o acesso ao tratamento indicado por especialistas. “A ausência de inclusão do medicamento, tratamento, exame e/ou cirurgia em listas prévias do SUS não pode ser um obstáculo para o seu fornecimento por qualquer dos entes federados. É direito de todos e dever dos entes públicos promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, quando não possuir o cidadão meios próprios para adquiri-los”, afirmou.

Com a conquista, o morador terá a oportunidade de resgatar não apenas funções físicas, mas também autonomia e perspectivas de vida, superando limitações impostas pela amputação.

Defensoria Pública acompanha ações para garantir mobilidade entre Batalha e Traipu

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) segue acompanhando as medidas emergenciais adotadas para assegurar o direito de ir e vir das famílias do Povoado Capivara, em Traipu. Desde o desabamento da ponte improvisada que ligava a comunidade ao município de Batalha, moradores enfrentaram sérias dificuldades de acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e trabalho.

Após reunião conduzida em julho pela defensora pública Paula Canal Fávero, a Prefeitura de Batalha construiu uma passagem molhada provisória, garantindo condições mínimas de deslocamento para a população.

Paralelamente, a Defensoria acompanha os trâmites para a construção de uma ponte definitiva, segura e duradoura. De acordo com o Município, o projeto técnico já foi concluído e será encaminhado ao Governo do Estado para análise.

Além da infraestrutura, a instituição também atua para assegurar a continuidade do ano letivo dos estudantes da região. Entre as medidas monitoradas estão a regularização do transporte alternativo entre os dois municípios e melhorias nas estradas vicinais, com atenção especial ao acesso ao Povoado Bengo, cuja precariedade ainda compromete a locomoção da população.

O caso está sendo acompanhado pelos defensores públicos André Chalub e Paula Canal.

Pregão Eletrônico n° 90028/2025 - Registro de preços para eventual e futura aquisição de microcomputadores

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS
AVISO DE NOVA DATA LICITAÇÃO

A DPE/AL (UASG: 457697) torna pública a NOVA DATA da realização da
seguinte licitação:
Pregão Eletrônico n° 90028/2025 - Objeto: Registro de preços para eventual e futura aquisição de microcomputadores - NOVA Data e Horário da sessão pública: 12 de setembro de 2025 às 08:10 horas.
O edital pode ser retirado gratuitamente no sítio https://www.gov.br/compras/pt-br, maiores informações através do e-mail
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Maceió, 22 de agosto de 2025.


MELIANA MOREIRA MARTIN
Pregoeira/ Agente de Apoio

Santana do Ipanema: Defensoria Pública promove audiência sobre direitos de crianças e adolescentes

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) promoveu, nesta semana, uma audiência pública em Santana do Ipanema para discutir ações voltadas à proteção e ao acolhimento de crianças e adolescentes. O encontro contou com a participação de representantes do Ministério Público, do Conselho Tutelar e de instituições de acolhimento, e foi conduzido pela defensora pública Roberta Gisbert de Mendonça.

Durante a audiência, foram debatidos desafios no atendimento a crianças e adolescentes da região, como casos de bullying e denúncias de negligência em unidades de ensino. A Defensoria se comprometeu a adotar as medidas necessárias para assegurar a proteção integral dos jovens.

Outro ponto discutido foi a necessidade de capacitação contínua para conselheiros tutelares e profissionais de abrigos, especialmente sobre a elaboração de relatórios e a melhoria da comunicação entre os órgãos. A Defensoria encaminhará ao Juízo da Infância e Juventude um pedido para que o Tribunal de Justiça de Alagoas realize formações nesse sentido.

Também foi destacada a dificuldade no atendimento de situações emergenciais de saúde, em razão da falta de transporte fora do horário comercial, aos fins de semana e feriados, para crianças em acolhimento. Deliberou-se ainda sobre a importância de garantir acompanhamento psicológico semanal das crianças, diante da carência de profissionais na área.

Ao final, a Defensoria recomendou que as coordenações dos abrigos comuniquem oficialmente à instituição e ao Ministério Público casos de demora ou negativa de serviços por parte do município, de modo a viabilizar as medidas cabíveis.

Segundo a defensora Roberta Gisbert de Mendonça, a audiência reforçou o compromisso da Defensoria Pública com a defesa da infância e da juventude no Sertão de Alagoas, “articulando soluções interinstitucionais para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes”.

No banco da defesa: o papel decisivo da Defensoria no Tribunal do Júri

O defensor público Eraldo Silveira Filho comenta sobre o trabalho que, nos últimos meses, garantiu resultados favoráveis em 14 dos 15 júris em que atuou

 

No Tribunal do Júri, cidadãos comuns, convocados pela Justiça, decidem o destino de quem responde por crimes dolosos contra a vida. Essa é uma forma essencial de garantir a participação da sociedade na justiça. É nesse ambiente que a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) exerce papel fundamental, o de assegurar que todas as pessoas tenham acesso a uma ampla defesa técnica de qualidade, com seus direitos plenamente garantidos.

Entre os meses de maio e julho de 2025, o compromisso da Defensoria Pública se traduziu em números expressivos no Tribunal do Júri da Capital. O defensor público Eraldo Silveira Filho atuou em 15 julgamentos, sendo 14 deles na 8ª Vara Criminal e 1 na 7ª Vara Criminal, obtendo 14 resultados favoráveis aos assistidos, entre absolvições, reduções de pena e confissões. “Nosso horizonte é buscar o detalhamento de cada caso de modo mais profundo que qualquer outra pessoa envolvida no julgamento. É um esforço contínuo, sem vaidade, para entender cada situação e suas nuances, sempre com máxima dedicação”, explica.

Conforme o defensor, o trabalho da Defensoria começa muito antes do dia do julgamento, envolvendo o conhecimento minucioso de cada prova, a escuta atenta do assistido e a compreensão de sua história. Para Eraldo Silveira, esses são os pilares que sustentam uma defesa sólida. “Estimulamos o assistido a confiar na justiça e no nosso trabalho, sempre pelo caminho da verdade, reconhecendo erros quando necessário”, acrescenta.

Segundo Silveira, a missão do defensor público frente ao Conselho de Sentença é assegurar a concretização do direito à igualdade e ao devido processo legal. “Nosso papel é garantir o devido processo legal, assegurando condições de igualdade para todas as pessoas quando são julgadas pela Justiça. Buscamos contribuir para o aprimoramento do processo em que atuamos, inclusive no que diz respeito à melhor produção probatória, complementando com provas técnicas em cada caso. O que não podemos admitir são condenações baseadas em provas frágeis, para ninguém. Isso viola o devido processo legal e o direito fundamental à igualdade”, pontua.

A atuação do defensor se soma ao trabalho realizado pelos demais integrantes da Seção do Tribunal do Júri da Defensoria Pública de Alagoas, em Maceió, que conta com Heloísa Bevilaqua, Thiago Garcia, João Sinhorin e Eraldo Silveira, responsáveis pelas 7ª, 8ª e 9ª Varas Criminais da capital. Nos demais municípios, a instituição é representada por defensores que atuam nas comarcas do interior, garantindo o direito de defesa em todas as fases do processo. Apenas em 2024, a Defensoria Pública esteve presente em 455 sessões do júri realizadas em diferentes regiões do estado, e, em 2025, participou de 170 júris, reafirmando seu compromisso com o acesso à justiça e a proteção dos direitos fundamentais.