Defensoria Pública atende moradores de Jacaré dos Homens nesta quinta e sexta-feira

Instituição realiza atendimentos no Centro do município nesta quinta (27) e na Comunidade Quilombola Ribeira na sexta (28)

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) levará seus serviços ao município de Jacaré dos Homens nesta quinta (27) e sexta-feira (28). A primeira atividade do Expresso da Cidadania será realizada no Centro da Cidade, das 8h às 13h, ao lado da Secretaria Municipal de Cultura.

Na sexta-feira (28), os moradores do Quilombo Ribeira receberão o Expresso Quilombola, ação voltada à promoção de direitos e ao fortalecimento da cidadania entre povos originários e comunidades tradicionais. O atendimento acontecerá das 8h às 13h, na Escola Municipal Professor Ezequiel da Rocha, no Povoado Pau Ferro.

Durante as ações, os assistidos poderão solicitar ofícios para segunda via de certidões de nascimento ou casamento, além de ingressar com ações de divórcio, investigação de paternidade, pensão alimentícia, retificação de registros, suprimento de óbito, alvarás de até quatro salários mínimos, demandas de saúde e questões de direito do consumidor.

O Expresso Quilombola é realizado em parceria com o projeto Mate Masie, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e contará com serviços da Casa de Direitos (Seprev), CadÚnico/Seades, Tribunal Regional Eleitoral e Emater.

Para ingressar com uma ação judicial, é necessário apresentar documentos originais e cópias de RG, CPF, comprovante de residência (conta de água ou luz), certidão de nascimento ou casamento, nos casos de pensão ou divórcio, além do nome e endereço das testemunhas.

Mais informações podem ser obtidas pelo Disque Defensoria 129, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

Mutirão Pop Rua Jud: Defensoria Pública participa de ação para atendimento a pessoas em situação de rua em Arapiraca

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) participará, nesta quinta-feira (27), do Mutirão Pop Rua Jud Alagoas. A iniciativa, promovida pela Justiça Federal de Alagoas (JFAL) em parceria com diversos órgãos, tem como objetivo oferecer serviços jurídicos e sociais gratuitos para pessoas em situação de rua. O evento será realizado das 8h às 13h, na Praça Luiz Pereira de Lima, conhecida como Praça da Tenda, em Arapiraca.

Durante a atividade, a instituição estará disponível para oferecer orientações jurídicas, realizar atendimentos gratuitos e solicitar a emissão da 2ª via de certidões de nascimento, casamento ou óbito. Também haverá triagem para o ingresso de ações cíveis e de família.

Além da Defensoria Pública Estadual, o mutirão contará com a participação da Receita Federal, Defensoria Pública da União (DPU), Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), secretarias municipais, entidades de saúde, educação, assistência social e cultura. A ação também oferecerá serviços como atendimento psicológico e banho solidário.

Após atuação da Defensoria Pública, STJ reconhece abordagem policial ilegal e absolve réu

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) obteve, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a absolvição de um homem que respondia a processo por tráfico de drogas há mais de cinco anos. A decisão acolheu as alegações apresentadas pela instituição, que apontou que as provas utilizadas para condená-lo foram obtidas de forma ilegal, por meio de revista pessoal e veicular realizada sem justificativa válida. O caso é acompanhado pela defensora pública Daniela Damasceno e contou com a atuação do defensor público Carlos Eduardo Monteiro no STJ.

Segundo os autos, o cidadão foi preso em dezembro de 2020, no Jacintinho, em Maceió. Na ocasião, policiais que passavam por uma praça estranharam o fato de o rapaz estar parado no local e decidiram se aproximar. Eles alegaram que realizaram a revista porque ele teria demonstrado nervosismo ao perceber a presença da guarnição. No veículo, os policiais teriam encontrado cartelas de um medicamento tarja preta.  

O réu, primário e sem antecedentes, havia sido condenado em primeira instância a 1 ano e 11 meses de reclusão, pena substituída por medidas restritivas de direitos. A Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), mas a sentença foi mantida. Diante disso, a instituição apresentou Recurso Especial ao STJ.

No julgamento, o ministro relator destacou que o simples fato de o réu estar em um local considerado vulnerável para o tráfico e ter demonstrado surpresa ao ver a polícia não são motivos suficientes para justificar a abordagem. Segundo o STJ, a busca foi baseada apenas em alegações vagas de “atitude suspeita”, sem qualquer elemento concreto que indicasse que ele estivesse cometendo um crime.

O tribunal reforçou que abordagens sem mandado exigem fundada suspeita, isto é, sinais objetivos de que a pessoa esteja portando algo ilícito. Como isso não ocorreu, a revista foi considerada ilegal. Assim, todas as provas obtidas a partir dela foram anuladas, seguindo o “princípio dos frutos da árvore envenenada”, previsto na Constituição, que determina que provas obtidas de forma ilegal contaminam todo o processo. Ao final, o STJ reconheceu a ilicitude das provas e determinou a absolvição do réu, com base no artigo 386, II, do Código de Processo Penal.

Reprodução ALE/AL

DPE/AL participa de sessão na ALE para discutir demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) participou, nesta segunda-feira (24), de sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE) para debater o processo de demarcação das terras indígenas Xukuru-Kariri em Palmeira dos Índios. Estiveram reunidos especialistas, autoridades e representantes de órgãos públicos para discutir os impactos sociais, jurídicos e territoriais da medida, que está em fase final e depende apenas de homologação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O defensor público em atuação no município, Wladmir Aued, representou a instituição no encontro e manifestou preocupação com o aumento das tensões na região. Ele destacou que a Defensoria acompanha o caso e repudia ameaças e tentativas de intimidação difundidas por meio das redes sociais. Ressaltou, inclusive, que o órgão emitiu uma nota de repúdio sobre o caso no final do mês passado, quando a situação se agravou.  

“A Defensoria manifesta a sua preocupação com o escalonamento das ameaças e tentativas de intimidação feitas por mídias sociais amplamente divulgadas pela imprensa local. Reiteramos a necessidade de respeito às decisões administrativas e judiciais para que a paz e a ordem permaneçam na cidade e para que todo esse processo termine da melhor maneira possível”, afirmou. O defensor também ressaltou que grupos vulneráveis podem buscar atendimento tanto pela Defensoria Pública da União quanto, conforme atribuição, pela Defensoria Pública Estadual.

A DPE/AL reforça que continuará acompanhando a situação para garantir a proteção de direitos dos cidadãos e que o processo de demarcação seja concluído de forma pacífica e justa para todas as partes envolvidas.

A sessão foi convocada pelo deputado Cabo Bebeto (PL) e também contou com a presença dos deputados estaduais Silvio Camelo (PV) e Lelo Maia (União Brasil); do ex-deputado Edival Gaia Filho; do secretário de Desenvolvimento Econômico de Palmeira dos Índios, Julio Cesar Perminio; do promotor de Justiça Márcio Dória (MPAL); do presidente da Câmara Municipal, vereador Madson Monteiro (PV); da presidente do Iteral, Maria Daniele Mendonça; do vereador Lúcio Carlos Medeiros (União Brasil); do ex-prefeito James Ribeiro; e do secretário estadual de Relações Federativas e Internacionais, Júlio Cezar da Silva, também ex-prefeito do município.

 

 

Defensoria Pública promove escuta pública sobre violência obstétrica em Arapiraca

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE-AL) realizará, na próxima sexta-feira (28), uma escuta pública voltada ao enfrentamento da violência obstétrica. O evento, organizado pela defensora pública Bruna Cavalcante, da Seção de Saúde de Arapiraca, começa às 9h, no auditório da subsede da DPE-AL, na Rua Samaritana, bairro Santa Edwiges, em Arapiraca.

Segundo a defensora Bruna Cavalcante, o encontro será um espaço de escuta para mulheres e familiares que vivenciaram ou presenciaram situações de violência obstétrica. “Queremos ouvir essas histórias e reunir informações que nos permitam cobrar ações concretas das autoridades competentes”, afirma.

A iniciativa foi motivada pelo aumento de natimortos, mortes maternas e neonatais registrados nos últimos meses. Dados obtidos pela Defensoria revelam que, entre maio de 2024 e maio de 2025, os cartórios da comarca registraram 52 natimortos, além de óbitos de puérperas e recém-nascidos, cujos números ainda estão sendo consolidados.

Outro fator que agrava a situação é o recente fechamento da maternidade do CHAMA, que fragilizou ainda mais a rede de atenção às gestantes e parturientes. Muitas mulheres agora precisam se deslocar para outros municípios para receber atendimento adequado, cenário que intensifica a angústia das famílias.

“Esses fatos levantam sérias dúvidas sobre a qualidade do atendimento obstétrico e neonatal, indicando possíveis falhas graves e, em alguns casos, negligência institucional e violação de direitos humanos. A DPE-AL convida toda a comunidade a participar deste diálogo fundamental, para que possamos construir um sistema de saúde mais humano e acolhedor para todas as mães e seus bebês”, destaca a defensora.