Defensoria Pública atua para ampliar acesso à Tarifa Social de Água em Alagoas

Iniciativa integra conjunto de ações da DPE/AL para garantir acesso a tarifas sociais às famílias alagoanas de baixa renda

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) atua para ampliar o acesso de famílias de baixa renda à Tarifa Social de Água e Esgoto (TSAE) no Estado. A iniciativa busca assegurar a aplicação efetiva, contínua e automática do benefício previsto em lei, garantindo desconto de até 50% na tarifa e reforçando o acesso à água como direito fundamental e serviço essencial.

A atuação se soma a outras frentes conduzidas pela instituição na defesa do acesso a políticas tarifárias inclusivas. Recentemente, a DPE/AL também passou a acompanhar a implementação da Tarifa Social de Energia Elétrica em Alagoas (TSEE), com o objetivo de assegurar que famílias em situação de vulnerabilidade tenham seus direitos reconhecidos de forma automática, sem entraves burocráticos.

A iniciativa é formalizada por meio de procedimento administrativo, assinado no último dia 29 pelo defensor público-geral, Fabrício Leão Souto, pela subdefensora pública-geral, Thaís Moreira, pela defensora pública do Núcleo do Consumidor, Norma Suely Negrão, e pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro.

Com a medida, a Defensoria Pública irá monitorar a implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto em Alagoas, verificando o estágio atual de aplicação do benefício pelos prestadores de serviço, o uso adequado dos dados do Cadastro Único (CadÚnico) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para a identificação automática das famílias elegíveis, bem como a existência de entraves técnicos, operacionais ou contratuais que dificultem a concessão da tarifa reduzida. Também será analisado o cumprimento das normas nacionais que regulamentam o tema.

A instituição pretende, ainda, realizar uma audiência pública para promover o diálogo entre órgãos reguladores, prestadores de serviço e a sociedade, colher sugestões e definir encaminhamentos que garantam a aplicação integral da Tarifa Social no estado.

*Tarifa Social de Água e Esgoto*

A Tarifa Social de Água e Esgoto foi instituída pela Lei nº 14.898/2024 e segue a Norma de Referência nº 13/2025 da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), aprovada pela Resolução nº 271/2025, que orienta a estrutura tarifária em todo o país.

O benefício é destinado a famílias com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), ou àquelas que tenham entre seus membros pessoa beneficiária do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A Tarifa Social assegura desconto de 50% na conta de água e esgoto para consumo de até 15 metros cúbicos por mês, podendo haver percentuais maiores conforme regras locais. A legislação também determina que a concessão ocorra de forma automática, a partir dos dados do CadÚnico e do BPC, sem necessidade de solicitação por parte do usuário.

Defensoria Pública divulga local de prova de processo seletivo para Estágio em Direito

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) divulgou, nesta segunda-feira (12), o local de aplicação da prova do Processo Seletivo para Estágio em Direito, destinado às unidades de atendimento da instituição em Maceió. 

As inscrições para o processo seletivo foram realizadas no período de 19 de dezembro a 4 de janeiro. De acordo com o edital, a prova objetiva constitui a etapa única de seleção, sendo o desempenho dos candidatos o critério utilizado para classificação e posterior convocação dos aprovados.

A seleção será realizada na próxima segunda-feira (19), a partir das 14h30, no prédio do Curso de Direito da Unima/Afya, Avenida Comendador Gustavo Paiva, nº 5017, no bairro Cruz das Almas, em Maceió.

Conforme o edital, após a homologação do resultado, poderão ser convocados estudantes regularmente matriculados entre o 5º e o 8º período do curso de Direito, ao longo do prazo de validade do certame, que é de um ano. O estágio será presencial, com carga horária de 30 horas semanais.

Os estagiários selecionados receberão bolsa de complementação educacional equivalente a um salário mínimo, além de auxílio-transporte.

Defensoria Pública comprova inocência e impede que cidadão acusado injustamente seja levado a júri popular

Acusação se baseou apenas em um depoimento sobre uma suposta discussão entre o homem e a vítima três meses antes do homicídio

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) obteve a impronúncia de um cidadão que havia sido acusado injustamente de homicídio. A decisão acolheu os argumentos apresentados nas alegações finais pela defensora pública Daniela Protásio, reconhecendo que não existiam provas suficientes para levá-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri.

 

A impronúncia ocorre quando o juiz entende que não há provas suficientes para submeter o acusado ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Em termos simples, significa que não existem elementos concretos que justifiquem levar a pessoa a ser julgada por jurados.

 

O caso ocorreu em 2021, no município de Porto Real do Colégio. A vítima foi encontrada morta no quintal de casa, com ferimento causado por arma de fogo. À época, a companheira da vítima informou que ele teria tido um desentendimento com o assistido cerca de três meses antes do crime. Com base exclusivamente nesse relato, o Ministério Público ofereceu a denúncia.

 

A defesa, realizada pela Defensoria Pública, demonstrou que a acusação se sustentava apenas em “ouvir dizer”, sem respaldo em provas concretas. Ao longo do processo, foram apresentados documentos e colhidos depoimentos que comprovaram que o acusado não poderia ter cometido o crime.

 

Entre as provas, a Defensoria demonstrou que o cidadão estava em um posto de saúde no dia e horário dos fatos, o que foi confirmado por prontuário médico, receita de medicamentos e pelo depoimento do sogro, que o acompanhava. Também ficou comprovado que o local onde ele residia era distante da cena do crime, tornando inviável o deslocamento no tempo necessário.

 

As testemunhas ouvidas em juízo afirmaram ainda que não existia qualquer conflito grave entre o acusado e a vítima. Segundo os relatos, houve apenas uma desavença banal no passado, sem maior relevância. Já a única briga considerada séria, com agressões e ameaças, teria ocorrido entre a vítima e outra pessoa, meses antes do homicídio.

 

Diante da ausência de indícios suficientes de autoria, o juiz decidiu pela impronúncia do acusado, acompanhando a tese apresentada pela Defensoria Pública e o parecer do Ministério Público. Com isso, o cidadão não será levado a julgamento pelo júri popular, e eventuais ordens de prisão relacionadas ao processo foram revogadas.

Defensoria Pública ingressa com ação para derrubar sigilo em processos administrativos da Arsal

A iniciativa visa garantir o acesso aos dados para fiscalização da Defensoria Pública, de órgãos de controle e de qualquer cidadão

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, ingressou com ação civil pública, nesta sexta-feira (09), com o objetivo de assegurar o acesso público aos processos administrativos que tramitam no sistema SEI da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).

De acordo com o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro Neto, o acesso aos processos é de evidente interesse público, pois envolve, entre outros temas, reajustes das tarifas de água cobradas dos usuários nos últimos oito anos; processos de verificação de metas de desempenho dos contratos de concessão; avaliações de eficiência dos serviços públicos; reajustes das tarifas do transporte público intermunicipal; transições da estrutura tarifária; reajustes da tarifa pela venda de água tratada; reajustes tarifários da Algás, além de outros procedimentos em que a legislação e a Constituição Federal exigem ampla publicidade e transparência.

A instituição busca assegurar que os dados sejam disponibilizados para fins de fiscalização, não somente pela própria Defensoria Pública, mas também para outras instituições ou qualquer cidadão interessado nos respectivos dados. Antes do ajuizamento da ação, a Defensoria buscou, por vias administrativas, a liberação das informações.

“A Defensoria Pública tem encontrado uma série de dificuldades para obter informações públicas relacionadas ao cumprimento das cláusulas pactuadas nos contratos de concessão do saneamento básico no Estado de Alagoas. Já ingressamos com três ações civis públicas, uma em face de cada concessionária, para que sejam divulgados os relatórios anuais de indicadores de desempenho. No entanto, temos observado enormes contradições, obscuridades e divergências nas narrativas apresentadas acerca das obrigações de cada uma”, explica o defensor.

Segundo Othoniel Pinheiro Neto, a restrição de acesso a diversos processos administrativos compromete a apuração dos fatos e favorece a apresentação de versões conflitantes ao Poder Judiciário. “Cada requerida, como Arsal, Águas do Sertão, Verde Ambiental e BRK, constrói sua defesa com teses divergentes, o que gera obscuridades e contradições. A manutenção do sigilo desses processos na Arsal acaba prejudicando o exercício da jurisdição em outras demandas”, pontua.

Defensoria Pública recebe visita institucional dos novos juízes substitutos de Alagoas

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) recebeu, nesta quinta-feira (8), a visita institucional dos 14 novos juízes substitutos do estado. O encontro aconteceu na sede da Instituição, em Maceió, como parte do processo de integração dos magistrados.

Os novos juízes foram recepcionados pelo defensor público-geral, Fabrício Leão Souto, pela subdefensora pública-geral, Thais Moreira, e pela corregedora-geral, Norma Suely Negrão, que apresentaram a missão, o funcionamento e o papel da Defensoria Pública na garantia de direitos da população alagoana. A visita também contou com a presença do juiz Ygor Figueiredo, coordenador dos cursos para magistrados da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (ESMAL).

Para a juíza substituta Mariane Torreão Dantas, a visita reforçou a importância da parceria institucional. “A Defensoria Pública é uma grande parceira do Poder Judiciário. A troca de experiências foi muito enriquecedora, especialmente para compreender a sensibilidade da Instituição no acolhimento da população e no encaminhamento das demandas ao Judiciário”, afirmou.

Segundo o defensor público-geral, o momento foi marcado pelo diálogo institucional e pela cooperação entre os órgãos. “Foi uma manhã muito produtiva, com troca de experiências e fortalecimento da relação entre a Defensoria Pública e o Poder Judiciário, sempre com foco no atendimento à população, especialmente a mais vulnerável”, destacou Fabrício Leão Souto.