Defensoria Pública garante indenização a mãe que teve bebê trocado em maternidade de Arapiraca

O caso ganhou repercussão nacional no último ano, após as famílias descobrirem a troca de seus filhos mais de dois anos após nascimentos.


A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) garantiu, na Justiça, indenização por danos morais a uma mãe que descobriu, após mais de dois anos, que seu filho havia sido trocado na maternidade do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca. O caso ganhou repercussão nacional em 2024, quando as famílias identificaram a troca.

A sentença reconheceu falhas graves da unidade de saúde e determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais, além de juros e correção monetária desde a data da descoberta da troca dos bebês até a publicação da decisão.

A mãe deu à luz em fevereiro de 2022, período ainda marcado por restrições da pandemia da Covid-19. Com o bebê prematuro internado na UTI Neonatal, ela precisou confiar integralmente nos protocolos de segurança da maternidade, já que não podia acompanhar de perto os cuidados prestados ao recém-nascido. Após algumas semanas, a criança recebeu alta e foi entregue à mãe.

Dois anos depois, outra mãe que havia dado à luz gêmeos no mesmo hospital e no mesmo período procurou a assistida após notar semelhanças físicas entre um dos gêmeos e o filho da cidadã, levantando a suspeita que envolvia as duas famílias. A troca foi confirmada pouco depois, por exame de DNA.

Na ação, o defensor público André Chalub Lima demonstrou que a troca ocorreu enquanto os recém-nascidos estavam sob responsabilidade exclusiva do hospital, que descumpriu protocolos básicos de identificação e não apresentou registros biométricos ou fotográficos capazes de garantir a segurança do procedimento.

Para o defensor, a sentença reforça que os serviços de saúde têm o dever de assegurar condições mínimas de segurança para parturientes e recém-nascidos.

“Esse erro grotesco, inteiramente imputável ao Hospital Regional de Arapiraca, não apenas violou os direitos fundamentais da família da requerente, mas também impôs a todos um fardo emocional incomensurável. O hospital falhou gravemente ao não adotar medidas básicas de segurança, como a identificação correta dos recém-nascidos. Essa falha levou à troca dos bebês, rompendo vínculos familiares e causando grande sofrimento. Para a Defensoria Pública, que acompanha a assistida desde a descoberta do erro, o caso evidencia a importância de garantir que cada cidadã tenha seus direitos respeitados e acesso a apoio jurídico integral”, destaca o defensor.

Defensoria realiza atendimento itinerante no Centro e na Santa Amélia nesta semana

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) promove, nesta semana, ações itinerantes por meio do programa A Defensoria Vai Até Você, com atendimentos no Centro de Maceió e no bairro Santa Amélia. A iniciativa pretende ampliar o acesso da população à Justiça gratuita.

A primeira ação acontece nesta terça-feira (16), das 8h às 13h, com atendimento voltado à população em situação de rua, no Centro Pop 1, localizado na Rua Sete de Setembro, nº 16, no Centro, próximo à Praça Sinimbu.

Já na quinta-feira (18), também das 8h às 13h, a Defensoria estará na Associação Comunitária do Conjunto Medeiros Neto I, II e III, situada no Conjunto Medeiros Neto II, s/n, no bairro Santa Amélia, atendendo moradores da região.

Durante as ações, serão oferecidas orientações jurídicas, consultas sobre o andamento de processos e triagem para ingresso de ações judiciais, especialmente nas áreas cível e de família, como divórcio, guarda, pensão alimentícia, união estável e curatela. Também haverá emissão de ofícios para solicitação de segunda via de certidões de nascimento, casamento ou óbito.

Para ingressar com ação judicial, é necessário apresentar documentos originais e cópias de RG, CPF, comprovante de residência, certidão de nascimento ou casamento e, se houver, nome e endereço de testemunhas.

Mais informações podem ser obtidas pelo Disque 129. A ligação é gratuita e o serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

Após atuação da Defensoria Pública, cidadão consegue transferência e cirurgia na coluna

Após a atuação da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), um cidadão de 29 anos, identificado pelas iniciais M.S.S., conseguiu a transferência hospitalar e a realização de uma cirurgia na coluna, procedimento aguardado há mais de dois meses.

O cidadão estava internado em um hospital de Arapiraca desde que sofreu um acidente que resultou em lesões graves na coluna. Diante da demora para a realização do procedimento cirúrgico, a família procurou a Seção de Tutela Coletiva e Saúde da Defensoria Pública, que ingressou com ação judicial para garantir o atendimento necessário.

A Defensoria obteve decisão liminar determinando a transferência do paciente e a realização da cirurgia. Segundo a defensora pública Bruna Cavalcante, que acompanhou o caso, além da atuação judicial, a instituição também adotou medidas administrativas, mantendo contato direto com os entes responsáveis pela saúde pública para agilizar o cumprimento da decisão.

Após as tratativas, o cidadão foi transferido para Maceió e passou pela cirurgia na última quarta-feira (10). O procedimento ocorreu sem complicações e o paciente segue em recuperação.

O caso reforça a atuação da Defensoria Pública na garantia do direito à saúde, especialmente em situações de urgência que envolvem risco à integridade e à dignidade da pessoa assistida.

Defensor público-geral realiza visita de cortesia ao governador em exercício e destaca cooperação entre instituições

O Defensor público-geral do estado, Fabrício Leão Souto, realizou, quinta-feira (11), uma visita de cortesia ao governador em exercício, Fábio Bittencourt. Durante o encontro, o chefe da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) destacou a importância da harmonia e da cooperação entre os poderes e órgãos autônomos para o fortalecimento das políticas públicas e a garantia de direitos da população alagoana.

A reunião reforçou o diálogo institucional e o compromisso conjunto com ações que assegurem melhor acesso à Justiça, especialmente para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Também participaram da visita a subdefensora pública-geral, Thaís Moreira; a chefe de gabinete, Andresa Wanderley Gusmão; a presidente da Associação das Defensores e Defensores Públicos (Adepal), Manuela Carvalho; e o coordenador do Núcleo de Segunda Instância Criminal, Carlos Eduardo Monteiro.

 

Defensoria Pública aciona 23 empresas na Justiça em virtude do “golpe do consórcio”

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) ingressou, nesta quinta-feira (11), com uma Ação Civil Pública contra 23 empresas de consórcio que atuam no estado para combater o chamado “golpe do consórcio”. O golpe acontece quando vendedores autônomos induzem pessoas a assinar contratos prometendo a entrega imediata de um carro, casa, apartamento ou até um financiamento, algo que não existe nessa modalidade.

A ação é assinada pela defensora pública do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Norma Negrão, e pelos defensores do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro e Lívia Risso.

Na ação, a Defensoria aponta que as empresas não adotaram os cuidados necessários ao formalizar os contratos que chegam até elas por meio dos golpistas. Segundo o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, Othoniel Pinheiro, dezenas de pessoas procuraram a instituição nos últimos meses após serem vítimas desse tipo de fraude.

O defensor público explica que as vítimas geralmente estão em busca de um financiamento ou empréstimo e acabam atraídas por anúncios em sites de venda ou por abordagens nas ruas.

“Nessas situações, vendedores prometem falsamente que o bem será entregue de forma imediata ou poucos dias após a assinatura do consórcio. Depois de enganar as pessoas, os golpistas levam os contratos para formalização nas empresas, que validam o negócio sem verificar como o contrato foi obtido e sem identificar a prática criminosa”, afirma.

O “golpe do consórcio” já foi alvo de operação da Polícia Civil de Alagoas, que, em 23 de outubro de 2025, prendeu parte desses falsos vendedores por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação da Defensoria tem como foco as empresas que aparecem em centenas de processos na Justiça alagoana relatando casos semelhantes.

A ACP pede que as empresas adotem medidas para garantir informações claras ao consumidor. Entre as solicitações estão avisos nos sites destacando que o bem não é entregue de imediato, vídeos explicativos sobre golpes, combate a práticas abusivas, cadastro de vendedores e ligações de confirmação após a assinatura do contrato para alertar sobre fraudes e repassar informações essenciais.

A Defensoria também pede que empresas que não comprovarem autorização do Banco Central sejam proibidas de atuar no mercado de consórcios.