Defensoria Pública apura cumprimento de decisão judicial sobre progressão de servidores do magistério em Maceió

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, instaurou procedimento para apurar o atual cumprimento de decisão judicial que garante a progressão por titulação dos servidores do Magistério da rede pública municipal de Maceió. Nesta quinta-feira (18), a instituição oficiou o Município solicitando informações detalhadas sobre a execução da sentença.

A medida busca assegurar a efetividade de uma decisão que já transitou em julgado, ou seja, definitiva e sem possibilidade de recurso, e que estabelece prazos objetivos para a análise dos processos administrativos de progressão funcional dos profissionais da educação.

A Ação Civil Pública foi ajuizada em 2019 após servidores do magistério procurarem a Defensoria Pública relatando atrasos recorrentes na tramitação dos pedidos de mudança de classe por titulação, em desacordo com o prazo legal de 30 dias previsto na legislação municipal.

O processo foi julgado pela 14ª Vara da Capital, sob a responsabilidade do juiz Antônio Emanuel Dória Ferreira, com sentença favorável aos servidores em junho de 2020. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas em maio de 2022.

A sentença determina que o Município de Maceió conclua, no prazo máximo de 30 dias, todos os processos administrativos relacionados à progressão por titulação dos servidores do magistério, prevendo, inclusive, a progressão automática nos casos em que o prazo não seja observado.

De acordo com o defensor público Othoniel Pinheiro, coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, a atuação atual da Defensoria tem como objetivo verificar se a decisão judicial vem sendo efetivamente cumprida e garantir que os direitos reconhecidos judicialmente sejam respeitados.

“Caso o município não responda ao ofício encaminhado pela Defensoria Pública ou não comprove o cumprimento da decisão judicial, a instituição ingressará imediatamente com a execução da sentença”, afirmou.

Defensoria garante direito ao registro civil a homem que viveu décadas sem documentação em Alagoas

 

Após mais de cinco décadas sem qualquer documentação, um morador de Jacuípe teve o direito ao registro civil garantido através da atuação da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL). O caso foi identificado durante uma ação do Expresso da Cidadania, realizada em julho, e resultou em decisão judicial que determinou a lavratura tardia da certidão de nascimento.

Conforme o defensor público Marcos Antônio Silva Freire, o cidadão José Paes de Alcântara da Silva procurou a Defensoria acreditando precisar apenas de um documento de identidade, porém, ao contar sua história, ficou claro que nunca havia sido registrado. 

Nascido no interior de Pernambuco, em uma família de agricultores, ele enfrentou desde cedo diversas dificuldades de acesso a direitos básicos. Ainda criança, deixou a casa dos pais para trabalhar como boia-fria nas usinas de cana-de-açúcar em Alagoas. Sem qualquer identificação civil, percorreu diferentes cidades, perdeu o contato com os familiares e passou toda a vida adulta sem acesso ao trabalho formal, benefícios assistenciais e serviços públicos.

Diante da gravidade da situação, a Defensoria Pública ingressou com a ação judicial em agosto de 2025. Foram realizadas buscas em cartórios, consultas a sistemas oficiais e a localização de registros civis de irmãos, o que permitiu comprovar as informações necessárias para a expedição do documento. 

Ao analisar o caso, a Justiça reconheceu o pedido e determinou a lavratura do registro de nascimento, com base em provas documentais como certidão de batismo e registros familiares. A decisão destacou que o acesso ao registro civil é um direito fundamental e condição essencial para o exercício da cidadania e da dignidade da pessoa humana.

“A atuação também possibilitou o reencontro com familiares que acreditavam que o parente, ausente por décadas, já estivesse morto. Não é um resumo da obra " Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto", muito menos mais um processo jurídico, é o trabalho da Defensoria que conseguiu o resgate de vínculos afetivos e da própria existência civil do cidadão”, aponta o defensor público.

Murici: Defensoria Pública abre seleção para estágio em Direito

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) abriu inscrições para a seleção de estágio em Direito no município de Murici. Os interessados podem se inscrever até o dia 4 de janeiro, por meio da plataforma concursos.defensoria.al.def.br.

A seleção será realizada por meio da análise do histórico acadêmico. Poderão ser convocados, durante o prazo de validade da seleção, que é de um ano, estudantes do 5º ao 8º período do curso de Direito.

O estágio é presencial, com carga horária de 30 horas semanais, das 8h às 14h. A bolsa de complementação educacional corresponde a um salário mínimo, acrescido de auxílio-transporte.

Aviso de Reabertura de Licitação - regão Eletrônico n° 90040/2025 - Informática

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS

AVISO DE REABERTURA DE SESSÃO



A Comissão Permanente de Licitações da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, por intermédio de sua Pregoeira, torna pública a convocação de todos os licitantes participantes para a reabertura de sessão na plataforma do Compras.gov, do Pregão Eletrônico n° 90040/2025 (Processo Administrativo nº E:12070.0000001967/2025), que tem como objeto o Registro de preços para eventual e futura aquisição de suprimentos de informática, no dia 19 de dezembro de 2025 às 09:30h. Outras informações podem ser obtidas através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Maceió, 17 de dezembro de 2025.

MELIANA MOREIRA MARTIN

Pregoeira/ Agente de Contratação

 

Defensoria Pública recomenda ações para reduzir acidentes de trânsito em Arapiraca

A iniciativa integra programa da Defensoria que trata o trânsito como questão de saúde pública. As medidas cobradas incluem reforço da fiscalização e ações educativas

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio da Seção de Saúde, Fazenda Pública e Tutela Coletiva em Arapiraca, recomendou aos principais órgãos de trânsito em atuação na região que adotem medidas de reforço para reduzir os acidentes no município, especialmente em razão da aproximação das festas de fim de ano. A iniciativa busca proteger a população e diminuir a sobrecarga enfrentada pelos hospitais, principalmente o Hospital de Emergência do Agreste (HEA).

A recomendação faz parte do programa permanente de atuação institucional coordenado pela defensora pública Bruna Cavalcante, intitulado “Paz no trânsito também é questão de saúde pública”. No primeiro semestre deste ano, a instituição realizou uma audiência pública com representantes dos órgãos de trânsito, ocasião em que houve compromisso para adoção de medidas voltadas à redução dos índices de acidentes. Porém, segundo a defensora, dados enviados pelo HEA mostram que, no segundo semestre de 2025, o número de vítimas de sinistros permanece elevado, sem redução significativa em relação ao mesmo período do ano anterior.

A maioria das ocorrências envolve motociclistas, grupo mais vulnerável a lesões graves e fatais, seja pelo uso inadequado de equipamentos de segurança, ou pelo descumprimento das normas de circulação.

A recomendação foi enviada à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Arapiraca (SMTT), ao Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL) e ao Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv). Os órgãos devem atuar de forma conjunta ou individual, dentro de suas competências.

No documento, a Defensoria solicita reforço na fiscalização, com foco no uso correto do capacete, transporte irregular de passageiros, condução por pessoas não habilitadas, excesso de velocidade e direção sob efeito de álcool. Também recomenda maior presença de agentes em dias e horários de maior risco.

A instituição orienta que os órgãos mantenham campanhas permanentes de educação para o trânsito e, em 2026, ampliem ações em escolas, áreas comerciais, regiões periféricas e polos de motofretistas. Campanhas específicas para motociclistas também foram destacadas, com apoio da própria Defensoria.

Os órgãos têm 10 dias para informar à Defensoria quais medidas pretendem adotar em resposta à recomendação. Depois disso, devem utilizar os dados já disponíveis para identificar pontos críticos e ajustar o planejamento das operações. Em até 30 dias, precisam enviar um relatório com as ações já executadas, incluindo o calendário das operações previstas para este mês e aquelas previstas para o primeiro trimestre de 2026.