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STJ reconhece fragilidade de prova e despronuncia réu após atuação da Defensoria Pública de Alagoas

STJ reconhece fragilidade de prova e despronuncia réu após atuação da Defensoria Pública de Alagoas

A despronúncia acontece quando a Justiça decide que o réu não deve ser levado ao Tribunal do Júri por falta de provas suficientes para justificar o julgamento

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu os argumentos da Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) e decidiu que um cidadão não deve ser levado ao Tribunal do Júri. A Defensoria demonstrou que a principal prova utilizada para relacioná-lo aos crimes foi um reconhecimento fotográfico considerado inválido. Além disso, mostrou que o depoimento da vítima, utilizado para manter a acusação, também teve origem nesse reconhecimento ilegal e, portanto, não constituía uma prova independente capaz de sustentar a pronúncia.

O caso envolve um homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos em Arapiraca, em 2022. Durante a ação, uma pessoa foi morta e outra ficou ferida. Segundo as informações do processo, o crime teria contado com a participação de quatro homens e sido motivado por vingança contra uma das vítimas, apontada como responsável pelo assassinato de um integrante de uma organização criminosa.

O assistido foi relacionado ao caso por meio de um reconhecimento fotográfico que, posteriormente, foi considerado inválido. Ainda assim, sua permanência no processo foi mantida também com base no depoimento da vítima sobrevivente, que admitiu não conhecer os acusados antes dos fatos e que fez o depoimento com base no reconhecimento fotográfico.  

Diante da fragilidade das provas, o STJ determinou a despronúncia do acusado. Isso significa que ele deixa de ser encaminhado ao Tribunal do Júri porque, naquele momento, não existem elementos suficientes para justificar que seja julgado pelos jurados.

A decisão também destacou que não basta existir uma possibilidade de participação no crime. Para que uma pessoa seja enviada ao Tribunal do Júri, é necessário haver elementos probatórios mínimos que indiquem sua possível participação no fato, não sendo suficiente uma imputação baseada exclusivamente em um reconhecimento considerado inválido.

O caso foi acompanhado pelo defensor público João Sinhorin, no primeiro grau, e pela defensora pública Ronivalda de Andrade, no STJ. A Defensoria Pública permanece acompanhando o processo e atuando na defesa dos direitos do assistido, especialmente para assegurar que qualquer responsabilização criminal esteja amparada em provas válidas e suficientes, conforme as garantias previstas na legislação brasileira.

Fornecimento de CPF: Defensoria Pública promove reunião com ABRAFARMA e farmácias nesta quinta-feira

Fornecimento de CPF: Defensoria Pública promove reunião com ABRAFARMA e farmácias nesta quinta-feira

A Defensoria Pública de Alagoas (DPE/AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, realiza, nesta quinta-feira (20), reunião com a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA) e representantes jurídicos de farmácias para discutir a elaboração de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) destinado a regulamentar a prática de solicitação e fornecimento do CPF dos consumidores nos estabelecimentos farmacêuticos.

O encontro ocorre após recomendação feita pela Defensoria Pública no último mês de julho, com o objetivo de proteger os direitos dos consumidores e apurar possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor. A instituição busca discutir, entre outras questões, a prática de vendedores e operadores de caixa que condicionam a concessão de descontos ao fornecimento do CPF do cliente, ainda que, em determinados casos, os valores anunciados como promocionais correspondam apenas aos preços normalmente praticados no mercado.

A reunião será conduzida pelo defensor público Othoniel Pinheiro e terá início às 14h, no Núcleo de Proteção Coletiva, localizada na Rua Rita de Cássia, nº 159, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, na esquina com a Algás.

Defensoria Pública realiza ação voltada à população em situação de rua nesta quarta-feira

Defensoria Pública realiza ação voltada à população em situação de rua nesta quarta-feira

Na quinta-feira, equipe itinerante da DPAL também realizará atendimento na Santa Lúcia

 

A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL), por meio do programa A Defensoria Vai Até Você, promove, nesta quarta-feira (19), uma ação voltada à população em situação de rua, em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. O evento acontece das 8h às 13h, no Centro Pop III, localizado na Rua B 41, no bairro Benedito Bentes I, próximo ao terminal.

Durante a ação, a população poderá consultar o andamento de processos e passar por triagem para demandas nas áreas cível e de família, como divórcio, guarda, pensão alimentícia, reconhecimento e dissolução de união estável e curatela. Também será possível solicitar a emissão de ofícios para a obtenção da segunda via de certidões de nascimento, casamento e óbito.

A ação contará com a participação do Ministério Pública de Alagoas (MPAL), através da Promotoria de Direitos Humanos. A programação contará ainda com um momento de escuta da população em situação de rua, com o objetivo de identificar as principais necessidades e demandas relacionadas à garantia de direitos desse grupo.

 

Atendimento no Santa Lúcia

 

Além da ação voltada à população em situação de rua, a equipe itinerante da Defensoria Pública realizará atendimento nesta quinta-feira (20), no bairro Santa Lúcia. A ação acontecerá das 8h às 13h, no Instituto Francisco de Assis Medeiros Rodas, localizado na Avenida Belmiro Amorim, nº 108, em frente ao Mercadinho Barros.

Para ingressar com ações judiciais, é necessário apresentar os documentos originais e cópias do RG, CPF e comprovante de residência, como conta de água ou energia elétrica. Nos casos de ações relacionadas à pensão alimentícia ou ao divórcio, também é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. Quando necessário, deverão ser informados o nome e o endereço das testemunhas.

Defensoria Pública garante absolvição de dois condenados por reconhecimento irregular no STJ

Defensoria Pública garante absolvição de dois condenados por reconhecimento irregular no STJ

A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) conseguiu, no STJ, a absolvição de dois cidadãos que haviam sido condenados pela Justiça de Alagoas por roubo, com base em reconhecimento fotográfico irregular. O ministro Og Fernandes acolheu o recurso apresentado pela DPAL e reformou a decisão do TJAL, que havia mantido as condenações.

Os dois assistidos foram condenados pelo crime de roubo a penas de 18 anos e 4 meses de reclusão. Eles foram apontados como autores do crime a partir de um procedimento de reconhecimento fotográfico realizado pela polícia civil. Na ocasião, a vítima foi apresentada a oito fotografias soltas, sem alinhamento com pessoas de características físicas ou fenótipos semelhantes, procedimento considerado potencialmente indutivo pela defesa.

Em suas alegações, a Defensoria Pública destacou que a própria vítima afirmou, durante a instrução processual, que o assaltante estava com o rosto coberto e reconheceu não ter “100% de certeza” quanto à identidade de um dos acusados. Segundo o relato, o reconhecimento ocorreu porque o suspeito apresentava “biótipo parecido” com o autor do crime. A defesa também apontou a ausência de outras provas independentes de autoria, como a apreensão de bens relacionados ao delito, confissão ou elementos periciais e testemunhais que corroborassem a acusação, explicou o defensor público.

Ao analisar o caso, o ministro Og Fernandes ressaltou que um reconhecimento realizado de forma irregular pode contaminar a memória da pessoa que realiza a identificação. Segundo o entendimento aplicado na decisão, a repetição do reconhecimento em juízo não é suficiente para afastar o vício originário, especialmente quando não existem provas independentes que confirmem a autoria.

Como não foram identificados outros elementos capazes de sustentar, de forma autônoma, a responsabilização dos acusados, o STJ aplicou o padrão de certeza exigido no processo penal e determinou a absolvição, com fundamento no artigo 386, inciso VII, do CPP. A decisão também determinou a imediata expedição dos alvarás de soltura.

Para a Defensoria Pública, a decisão representa mais uma iniciativa da institucional na defesa das garantias fundamentais e na busca pela correta aplicação da legislação penal. O resultado também reforça a importância da atuação do Núcleo de Segunda Instância e Tribunais Superiores no enfrentamento de decisões judiciais fundamentadas em provas produzidas em desacordo com as normas processuais.

PLANTÃO CÍVEL E CRIMINAL - 15 e 16.08

PLANTÃO CÍVEL E CRIMINAL - 15 e 16.08

SÁBADO

 

*CÍVEL / CAPITAL*

Defensora pública Hoana Maria Andrade Tomaz 
📍Atendimento presencial: na sede da Defensoria Pública, situada na Avenida Fernandes Lima,  nº 3296, Gruta de Lourdes, Maceió, das 08h às 13h30. 

 

*CRIMINAL / CAPITAL*

Defensora pública Mariana Soares Braga Lages 

 

CRIMINAL / INTERIOR

 

1ª e 2ª Circunscrições

Defensora pública Roana Couto do Nascimento 

3ª, 4ª e 5ª Circunscrições

Defensora Vanessa Santana Ferreira

DOMINGO

 

CÍVEL / CAPITAL

Defensora pública Hoana Maria Andrade Tomaz 
📍Atendimento presencial: na sede da Defensoria Pública, situada na Avenida Fernandes Lima, 3296, Gruta de Lourdes, Maceió, das 08h às 13h30. 

CRIMINAL / CAPITAL

Defensora pública Mariana Soares Braga Lages 

CRIMINAL / INTERIOR

1ª e 2ª Circunscrições

Defensor público José Genival dos Santos Júnior

3ª, 4ª e 5ª Circunscrições

Defensora Carina de Oliveira Soares 

  1. Meu Pai Tem Nome: mutirão transforma acordos em novos caminhos para famílias em Alagoas
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  4. Taquarana: Expresso Quilombola promove cidadania e justiça no Quilombo Lunga

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A Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita a quem não pode pagar, focando na defesa dos financeiramente hipossuficientes.
Canais de Atendimento
atendimentodpe@al.def.br
Av. Fernandes Lima, n.º 3296, Maceió - AL, 57052403
Segunda a sexta-feira, das 8h às 14h

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