Defensoria Pública ajuíza ação civil pública contra planos de saúde por falhas no atendimento a pacientes com TEA

Instituição requer que Unimed e Hapvida assegurem o atendimento prescrito por médicos e respeitem prazos e qualificação técnica dos profissionais

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas, por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, ajuizou, nesta quarta-feira (22), uma ação civil pública contra as operadoras Unimed e Hapvida, buscando assegurar o atendimento adequado a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A instituição requer que os planos de saúde realizem a marcação de consultas no prazo máximo de 48 horas após a solicitação do usuário e garantam o fornecimento de profissionais habilitados conforme prescrição do médico assistente, incluindo local, horários e demais condições necessárias à efetividade do tratamento.

De acordo com os defensores públicos Othoniel Pinheiro e Lívia Risso, autores da ação, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) já possui entendimento consolidado em favor dos pacientes com TEA, e o objetivo agora é assegurar o cumprimento prático dessas determinações. “Os planos precisam seguir, de forma definitiva, as orientações já reconhecidas pelo Tribunal, respeitando a autonomia médica e as necessidades de cada paciente”, destaca o defensor Othoniel Pinheiro.

A Defensoria recebeu diversos relatos de famílias sobre falhas recorrentes na prestação dos serviços, como demora no início dos tratamentos, desconsideração das prescrições médicas, limitação de sessões e indicação de profissionais sem qualificação técnica adequada. Para os defensores, essas condutas afrontam o direito ao tratamento integral e individualizado.

“O médico assistente é a autoridade mais adequada para definir o tratamento, e o plano de saúde não pode interferir nesse juízo técnico. É dever das operadoras garantir o acesso a profissionais qualificados e fornecer informações claras e completas sobre a rede credenciada, assegurando a continuidade e a qualidade do cuidado às pessoas com TEA”, conclui a defensora Lívia Risso.

Pregão Eletrônico n° 90034/2025 - Aquisição de testes psicológicos para contextos jurídicos e forenses

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS

AVISO DE LICITAÇÃO 

 

A DPE/AL (UASG: 457697) torna pública a realização da seguinte licitação:

Pregão Eletrônico n° 90034/2025 - Objeto: Aquisição de testes psicológicos para contextos jurídicos e forenses - Data e Horário da sessão pública: 21 de novembro de 2025 às 08:00 horas.

O edital pode ser retirado gratuitamente no sítio  https://www.gov.br/compras/pt-br, maiores informações através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Maceió, 20 de outubro de 2025.

 

Meliana Moreira Martin

Pregoeira

 

Batalha: Defensoria Pública promove seleção para estágio em Direito

 

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) abriu, nesta quarta-feira (22), um novo Processo Seletivo para Estágio em Direito, voltado ao município de Batalha. As inscrições seguem até o dia 11 de novembro e devem ser realizadas pela plataforma https://concursos.defensoria.al.def.br.

O processo seletivo contará com uma prova de conhecimentos específicos, a ser aplicada no dia 14 de novembro, no Salão do Júri do Fórum de Batalha, localizado na Rua Antero Costa, nº 2-24, Batalha.

Após aprovação, poderão ser convocados estudantes que estejam cursando entre o 5º e o 8º período do curso de Bacharelado em Direito. Os estagiários contratados atuarão na unidade da Defensoria Pública de Batalha, com carga horária de 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira. A bolsa de complementação educacional corresponde a um salário mínimo, acrescido de auxílio-transporte. As convocações ocorrerão conforme a necessidade da instituição, ao longo do prazo de validade do processo seletivo, que é de um ano.

Defensoria Pública e Secretaria Municipal de Saúde criam fluxo de atendimento para crianças e adolescentes acolhidos

Como resultado das inspeções realizadas pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) nas instituições de acolhimento de Maceió, um novo fluxo de atendimento em saúde começou a ser estruturado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com o objetivo de assegurar acesso integral e prioritário às crianças e adolescentes que vivem nesses espaços.

As vistorias, realizadas entre setembro e outubro pelas defensoras públicas Thaís Moreira, do Núcleo de Proteção Coletiva, e Taiana Grave, coordenadora do Núcleo da Criança e do Adolescente, revelaram dificuldades enfrentadas pelos responsáveis pelos abrigos para agendar consultas e exames, conseguir atendimento especializado e garantir continuidade de tratamentos, especialmente nas áreas de saúde mental, saúde bucal e acompanhamento terapêutico.

Diante desse cenário, a Defensoria propôs a criação de um protocolo específico de atendimento para a rede de acolhimento, articulando junto à SMS a construção de um fluxo permanente entre as unidades básicas de saúde e as instituições.

O primeiro esboço do fluxo foi apresentado durante reunião realizada pela Defensoria Pública nesta segunda-feira (20), com a presença de representantes da Coordenação de Atenção Psicossocial, da Coordenação da Criança e do Adolescente e da Diretoria de Atenção à Saúde da SMS, além das equipes das instituições de acolhimento Rubens Colaço, Casa Lar Semdes, Casa Lar Nosso Lar, Lar Batista Marcolina Magalhães, Acolher e Serviço de Acolhimento Luzinete Soares de Almeida.

Entre as medidas em construção estão a definição de uma unidade de referência para cada instituição de acolhimento, o acompanhamento das crianças e adolescentes por equipes da Estratégia de Saúde da Família e do programa Saúde da Gente, além da criação de fluxos específicos na rede de saúde mental, com acesso a terapias, medicações e consultas com psiquiatras.

Para a defensora pública Thaís Moreira, a iniciativa representa um avanço importante na efetivação dos direitos das crianças e adolescentes acolhidos. “Estamos construindo, em conjunto com toda a rede, um protocolo que garanta atenção especializada à saúde dessas crianças, que são a prioridade das prioridades. A Defensoria Pública continuará acompanhando todo esse processo para assegurar que tenham acesso ao cuidado integral, seja em saúde mental, bucal ou terapias especializadas”, destacou.

A diretora de Atenção à Saúde da SMS, Alayde da Silva, reforçou a importância do alinhamento entre as equipes técnicas e as instituições. “Esse foi um momento muito importante. Estamos estabelecendo um fluxo de atendimento com todas as áreas da saúde, incluindo urgência e emergência, pessoa com deficiência e saúde mental. Cada instituição passará a ter uma unidade de referência e uma equipe multiprofissional responsável pelo acompanhamento das crianças e adolescentes”, afirmou.

De acordo com a SMS, na próxima quinta-feira (23) as equipes técnicas das diversas áreas da saúde voltarão a se reunir para definir os detalhes do protocolo, que será posteriormente apresentado às instituições de acolhimento.

Para a Defensoria Pública, o novo fluxo representa um passo concreto para garantir que crianças e adolescentes acolhidos tenham acesso regular, humanizado e contínuo aos serviços públicos de saúde, fortalecendo a rede de proteção e o cuidado integral.

Defensoria Pública garante transferência de jovem para tratamento especializado fora de Alagoas

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio da Sessão de Saúde Pública, assegurou a transferência de uma jovem para tratamento de reabilitação especializado em Fortaleza (CE), garantindo de forma rápida e administrativa o acesso à saúde. O tratamento foi iniciado e terá duração de uma semana.

A jovem, de 18 anos, recebe acompanhamento de homecare desde 2023 e é portadora de diabetes tipo 1 (DM1), com sequelas neurológicas decorrentes de complicações causadas por um episódio de cetoacidose diabética.

A transferência para o Hospital SARAH, em Fortaleza, foi realizada em UTI aérea com acompanhamento contínuo da equipe médica, o que garantiu a manutenção dos cuidados 24 horas durante todo o trajeto.

Segundo a defensora pública Manuela Menezes, conduzir o caso de forma administrativa foi a melhor opção para assegurar rapidez no atendimento.

“Recebemos a família no início de outubro. A paciente precisava se deslocar para Fortaleza, e o processo judicial seria mais demorado. Por meio do diálogo direto com a Sesau e com a equipe responsável, a Defensoria conseguiu resolver tudo de forma administrativa. A jovem viajou em UTI aérea, com acompanhamento médico, enquanto a mãe seguiu em voo comercial. Mais uma vez, garantimos o direito à saúde da paciente com absoluta prioridade, sem precisar recorrer ao Judiciário”, destacou.

A mãe da jovem, Maria de Lourdes de Lima, também comemorou a conquista: “A Defensoria está de parabéns! Minha filha está bem e o hospital é muito bom. Ela está conseguindo fazer coisas que em casa não seriam possíveis. Agora, vamos providenciar um aparelho que o médico do Hospital SARAH indicou como urgente e procurar novamente a Defensoria Pública”, contou.

A Defensoria Pública continua acompanhando o caso, garantindo acesso ágil e seguro a tratamentos essenciais e priorizando o bem-estar de pacientes em situação de vulnerabilidade.